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Nov 22, 2008

Alguns conseguem...ser aceitos

À esquerda, Sean Connery em 007 Casino Royale , à direita, Daniel Craig, o novo 007. Dois exemplos de carismas diferentes dentro do mesmo personagem.

Vivo pensando o que faz uma pessoa aceita ou não no seu micro cosmo. Conheço exemplos diversos de sucesso profissional ou emocional. No entanto, consigo distinguir claramente quem venceu pelo lado técnico ou quem venceu “com a cara”.

Deixe-me explicar melhor. Quem não se lembra daquele nerd que sentava lá na frente na sala de aula? Sim, ele venceu. Hoje está com um bom emprego, concursado, feliz. Mas ele venceu como um bom técnico, como alguém que impõe seu conhecimento e está aí da maneira mais burocrática possível.

Do outro lado, temos o bad boy, o persuasivo, aquele que apenas sorri e todos o acompanham. Temos vários exemplos na literatura e no cinema.

Não sei qual muito bem qual é a seleção natural (caráter, personalidade, cultura) ou material (berço de ouro) que fazem as coisas serem assim, ou seja, as portas que se abrem ou se fecham para joão ou josé. Só concluo que as coisas se tornam mais fáceis quando encontramos do outro lado uma mão estendida e um sorriso aberto, um café quente ou roupa de cama lavada, alguém para nos ajudar, mesmo sem saber qual preço será cobrado depois.

May 25, 2008

Alguns conseguem...ser Jayne Mansfield

Vera Jayne Palmer, ou Jayne Mansfield, foi uma atriz americana dos anos 50 e 60. Todos os seus trabalhos: filmes, peças, discos e campanhas publicitárias, tinham uma coisa em comum, pertencerem ao time B de produções, ou seja, baixo orçamento aliado ao gosto duvidoso. Preferia Mamie Von Doren, porém sempre viveu o estigma da “Marilyn dos pobres”. Assim como a Monroe, era loira, foi Coelhinha da Playboy e escreveu seu nome na calçada da fama. Apesar disso, estava disposta a ultrapassar a aura clássica da primeira e para isso tinha um aliado, na verdade dois, seus próprios seios.

Mesmo falando cinco idiomas e sabendo tocar violoncelo e piano, sua carreira foi estranha ao seu conhecimento. Ao longo da vida pública, foi protagonista de vários episódios bizarros, como quando seus peitos simplesmente explodiam fora da roupa em eventos(fotos devidamente censuradas na época) ou quando provocava olhares aguçados de celebridades, como na foto com Sophia Loren. Outro episódio conhecido foi quando suas mamas foram desenhadas no céu por aviõezinhos de fumaça.
Tinha hábitos peculiares, como a obsessão pela cor rosa, com a qual decorou uma casa de 40 dormitórios que comprou na Sunset Boulevard, em Los Angeles, chamando a mais tarde de Pink Palace (tinha todos os móveis e roupas de cama rosa, além de uma piscina no formato de coração também desta cor. A casa foi demolida em 2004), no rol de extravagâncias, também poderíamos citar quando fez propaganda para uma seita satânica e quando Jimmy Hendrix, após um pedido, tocou guitarra em um dos seus discos.
Jayne morreu aos 34 anos em um terrível desastre de carro, em que segundo lendas, teria sido decaptada. Apesar das comparações depreciativas, tanto sua obra quanto sua vida são incomparáveis. Apesar das experiências um tanto over, seu ecletismo desengonçado (como cantar em alemão ou dublar músicas de Tchaikovsky) foi realmente corajoso. Mesmo não sabendo o que fazer com o seu corpo, Jayne atendeu perfeitamente a uma necessidade que Hollywood tem de vez em quando, de um personagem que roube a cena, que quebre a monotonia; alguém que leve a torta na cara ou que simplesmente, mostre os seios.