Vera Jayne Palmer, ou Jayne Mansfield, foi uma atriz americana dos anos 50 e 60. Todos os seus trabalhos: filmes, peças, discos e campanhas publicitárias, tinham uma coisa em comum, pertencerem ao time B de produções, ou seja, baixo orçamento aliado ao gosto duvidoso. Preferia Mamie Von Doren, porém sempre viveu o estigma da “Marilyn dos pobres”. Assim como a Monroe, era loira, foi Coelhinha da Playboy e escreveu seu nome na calçada da fama. Apesar disso, estava disposta a ultrapassar a aura clássica da primeira e para isso tinha um aliado, na verdade dois, seus próprios seios.
Mesmo falando cinco idiomas e sabendo tocar violoncelo e piano, sua carreira foi estranha ao seu conhecimento. Ao longo da vida pública, foi protagonista de vários episódios bizarros, como quando seus peitos simplesmente explodiam fora da roupa em eventos(fotos devidamente censuradas na época) ou quando provocava olhares aguçados de celebridades, como na foto com Sophia Loren. Outro episódio conhecido foi quando suas mamas foram desenhadas no céu por aviõezinhos de fumaça.Tinha hábitos peculiares, como a obsessão pela cor rosa, com a qual decorou uma casa de 40 dormitórios que comprou na Sunset Boulevard, em Los Angeles, chamando a mais tarde de Pink Palace (tinha todos os móveis e roupas de cama rosa, além de uma piscina no formato de coração também desta cor. A casa foi demolida em 2004), no rol de extravagâncias, também poderíamos citar quando fez propaganda para uma seita satânica e quando Jimmy Hendrix, após um pedido, tocou guitarra em um dos seus discos.
Jayne morreu aos 34 anos em um terrível desastre de carro, em que segundo lendas, teria sido decaptada. Apesar das comparações depreciativas, tanto sua obra quanto sua vida são incomparáveis. Apesar das experiências um tanto over, seu ecletismo desengonçado (como cantar em alemão ou dublar músicas de Tchaikovsky) foi realmente corajoso. Mesmo não sabendo o que fazer com o seu corpo, Jayne atendeu perfeitamente a uma necessidade que Hollywood tem de vez em quando, de um personagem que roube a cena, que quebre a monotonia; alguém que leve a torta na cara ou que simplesmente, mostre os seios.